coisa moderna

nas tuas pernas expostas
perante o frio
arrepiam-se os pêlos
que ali são ausentes
buscando ar que os envolvessem
para livrar-te do inverno
enquanto sob teus ombros
abrigo-te em meu terno

com tua pele desnuda
envolta num edredon
que pouco importa a cor
pois nas luzes apagadas
do fechar de nossos olhos
colamos papel novo
nas paredes pálidas

no meu jeans amarrotado
guardo no bolso um bilhete
diga-se de passagem, um macete
para não me perder em palavras
ao notar os teus olhos verdes

deixa-me tocar teu colo nu
colher os beijos da boca tua
como gotas de sereno
deslizando em folha de palmeira
a derramar em poças
e criar nascente de rio
que beberei; beberei; beberei
e farei de sepulcro
um dia.

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