enrole teus tapetes
esconda-os em um lençol
caminhe devagar
cada passo que dás o mundo desmorona
aos meus olhos, o horizonte afunda
e expele como fumaça de charuto
saboreando o fim
abra a porta e venha embora
deixa o mundo velho do lado de dentro
estarei te aguardando do lado de fora

sou dependente de ti
como o abajur da eletricidade
sem você, sou decoração do mundo
e o mundo não é bonito, minha querida
o mundo jamais seria bonito sem você
então pegue tuas coisas e venha cá
o endereço é o que escrevi
em um papel rasgado
e colado no teu espelho

desamarremos os tapetes
costuraremo-os com nossos cabelos
costuraremo-nos com nossos lábios
tire o abajur da tomada
com um grande tapete sairemos daqui
como o mundo seria bonito sem você?
não vamos fugir, vamos nos salvar
do corresivo mundo que nos rodeia
deixa-me contruir um mundo ao teu lado
onde flores fazem das quatro estações primavera
e os frutos, outono

vamos navegar nesse enorme tapete
roubar aqueles vagalumes chamados estrelas
as nuvens nos chamaram pelo nome
o abajur será nosso holofote
e fará dos teus olhos, minha lua cheia
venha comigo para o mundo meu
mundo erosivo, seco e vazio
que esperava por você
para iniciar a primavera

20/07/07

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