Futebol

Deixa o poema de canto
Faça-o logo de várzea
Deixe crescer-lhe grama
Pr’os meninos jogarem pelada.

Que poeta é esse,
que sob o solo se esconde
somente com a companhia
dos mortos de ontem

Logo ele te responde
Quando a bola raspa a trave
E a tinta padece seca
sem alguém notar nada.

O sorriso juvenil é claro,
certo que não é por leitura,
o poeta sepulcra a obra
e faz grama crescer na rua.

Pisam meninos sobre a poesia
a jogar bola o dia inteiro
Tão alegres que mal sabem
que a poesia foi para escanteio

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