seria o presságio do fogo?
seria a semente de algor?
a colheita que rompe o ventre
dos frutos de teu amor?

seria o caule partido?
as folhas não concebidas?
tua vocação de dançar
quando o sol se faz dia?

seria a rotina de pedra?
a dor de pétalas antigas?
murchar dito pelo tempo
que não vê idas nem vindas?

seria a solidão inevitável?
o despotar de teu amarelo?
girassol, por que choras
desse modo tão quieto?

E então
anoiteceu.

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2 thoughts on “

  1. Já lhe disse o que pensava de certas partes desse poema. Bem escrita; inicialmente pensei que tinha sido “um profissional” o autor.

  2. Pingback: Melhores textos « Like Dylan…

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