e se chover
tira a roupa do varal
já secou o lençol
que aguardava o vendaval

foi e cobriu o Sol
a nuvem parou de andar
venezianas a bater
o céu fitando a desabar

povo todo a correr
buscando abrigo, quiçá
um amigo de ombro aberto
que à cabeça tua é pilar

céu que desaba quieto
chuva que cai navalha
prelúdio do findo
inevitável falha

nuvem cai nimbo
o povo todo emudeceu
respirar água do céu
afogar-se no que Deus lhes deu.

imaginei um pincel
desenhando o mais belo mar
o céu a me preencher
estrelas a se aproximar

pobre de quem não morrer
pois o destino não falhará
melhor morrer de poesia
a sucumbir em outro lugar.

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