O Jantar

as lombrigas que tanto cultivei
como árvores se enraizaram
nas paredes de minhas entranhas,
nos becos de minha alma.

no domingo que a família janta
elas saem pela minha boca
o vômito com gosto de pranto
na dor tem seu retorno.

e pelas pontas dos dedos se expele
as sobras do jantar amargo
as formigas pegam os rastros
dos restos já putrefatos.

a magreza que sucede a falta
da comida que me é negada.
de alimento careço nada,
é a solidão que não me avulta.

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