Um buquê se esvai no tempo
até que outro é dado
o que murcha se substitui
como se fosse um novo agrado

e tudo que tal representa
padece ao tornar-se passado
sendo que flores trocam os amantes
em dias de amores findados

Mas o que de amor diz a rosa?
Com seu futuro tão fácil de prever
A morte com a súbita troca
não é o que quero p’ra você

Jamais pretendo te acumular vasos
com somas de lírios partidos
o que quero é podar os galhos
de teu passado desgarrido

Darei-te só um punhado de flores
em um vaso que não quebrarei
regarei com a água dos amores
que contigo nutrirei.

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