O vento.

Nós poderíamos sair por aí apenas para sair daqui
Esta festa está arruinada e há nada que valha
Conheço um lugar lá fora que fica aberto a essas horas
Mas lá deve estar cheio e prefiro que fiquemos sozinhos

Sentaríamos em um banco qualquer se você quiser
Eu, simplesmente, tenho poucos planos em mente
Mas se for apenas caminhar que não seja só isso.
Na madrugada as pessoas ficam melhores de mãos dadas.

Pode dizer que “sim” ou “não”. Soltar um olhar em vão
Fingirei que foi um ledo engano
E que o vidro ao lado era o verdadeiro plano.
Pois seu cabelo deve estar desarrumado
A essas horas de uma noite de sábado
Estamos ambos meio inebriados.

Mas ninguém além de você pode mexer em seus cachos.
Porque ninguém mais sabe fazer o que você quer feito.
E já tentaste até buscar por um vento.
Entretanto ele fizera tudo como qualquer outro.
Pior eu que não sei dizer o que há de errado.
Para mim não há falha em teus cachos.
Mas você deve ter procurado por defeitos
Depois de ter sido deixada pelo vento.

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5 thoughts on “O vento.

  1. "Nós poderíamos sair por aí apenas para sair daqui". Isso meio q sintetiza um sentimento sem ID q marca a nossa geração, né? A busca constante da mutação, da mobilidade… Sem nem saber mt bem pq. Grande Phill!

  2. eu gosto das suas poesias, e de como elas são bem narrativas, a única coisa que me incomoda bem pouquinho são como cada verso é fechado em si, mas não acho que sejam um problema, é uma questão de estilo. e seus versos são sempre bonitos.

  3. Pingback: Melhores textos « Like Dylan…

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