#117 (ou Leoa no Declive)

Li sobre a leoa que se deitou no sol,
ufanista com razão de seus pêlos dourados.
Invejoso, o sol, lhe propôs um desafio:
Somente se iluminares mais que eu
acharás um amor para sua vida.

Depois de tentar algumas vezes, desistiu.
Iluminavas nem seu caminho, quem dera de alguém.
Seguiu procurando um lugar onde houvesse só ela.
Saiu até do alcance de seu respirar.
Entretanto, um dia, tropeçou.

Que pedra foi essa que ficou em seu caminho?
Uma sombra surgida no meio do limbo?
Então ela deu meia-volta e retornou

Gravetos cravados em suas patas,
os quais não a tocaram na ida.
Sentiu um vento que a pungiu o peito.
Tiro certo que a partiu o coração.
Até que surgiu seu autor.

Delicadamente ele a levou para longe
e plantou uma semente de flor em seu peito ferido

Marcaram os passos da volta e recomeçaram
Imitaram os pássaros e se guiavam em carinho
Mexeu com a leoa o fato de que brilhara para alguém.

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