#116 (ou Short poem on tattoos)

You’re just like your tattoo.
Everyone praises how it looks
but no one knows what is written.

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#115 (ou The Cello of Rapunzel)

May i take you by the elbow
like those cowboys in the movies?
How narrow is the meadow
When you want to heal your bruises?

What hurts you in the marrow?
Is it the strength of your beauty?
When the strings of a cello
sound like pure cruelty?

Does your hair lie down yellow
or does it shine just like a ruby,
when it blends the air in an echo
and speaks loud and truly?

Até amanhã.

Sai de lá cabisbaixo, dei meu último sorriso para ela e depois me cobri de seriedade. Caminhei pelas ruas sem expressar um fino relampejo de alegria. Não sabia quanto a felicidade duraria e queria guardá-la toda para mim. Não poderia deixar o mundo roubá-la e o mundo anseiava por um deslize meu. Senti uma cócega no pescoço a qual nem me incomodei no princípio, mas depois notei que era um fio de cabelo dela. Deixei-o lá. Era o que restou de seu toque aliado à lembrança. Ao quase esboçar um qualquer possível sorriso logo me fechava e olhava ao redor para me certificar que nada tinha escapado. Fazia tudo antes de qualquer brisa me roubar um pedaço de felicidade. Cheguei na porta de meu apartamento, olhei para os lados e havia ninguém, tirei o fio dourado dela de meu pescoço e guardei em minha carteira, fechei-a, mas não sem antes ter certeza de que ele estava confortável ali dentro, e dei um sorriso para mim. Só para mim. De você.

#114 (ou Ode to Dylan)

She took me out of bed
Two hours after i slept
She didn’t ring my cellphone
it was a Bob Dylan’s song
guided through my earphones

It tears me into shreds
Most of the time, i respect
but tonight i want it blown
like that bob dylan’s song
i listen when i’m alone.

Página em Branco

Nada posso fazer
Se as palavras se esvaem
Deixaram-me em paz
Sem nem um porquê

Você não me traz
Uma rima bandida
E o resto me foge
quando está de partida

Página em branco
arrancada d’um canto
do meu coração

E a que isto é uma ode?
Suas faíscas me mordem
mas elas não podem
devolver minhas frases

Ficamos no quase
Prometemos o mundo
Mal chegamos na cidade
e só ficamos um segundo

Página em branco
rabiscada de pranto
na minha solidão

Se aqui era o lugar de uma carta de amor,
desculpe-me, por favor.

#113

Abro as cortinas de pedra
dos meus olhos em queda
a tua boca repleta
de perguntas sagazes

as quais nunca fazes
aos meus beijos vorazes
enquanto tu, quieta
desenha os detalhes

e me tocas discreta
enquanto me acertas
com as tuas frases

de palavras seletas
faz-me, sem flechas,
apaixonar-me

Melhores textos

Bem, como estou há muito tempo sem escrever nada que valha ser postado por aqui, fiquei lendo e lendo todo o conteúdo e resolvi postar alguns dos melhores textos. Quem sabe sirva de guia para aqueles perdidos que aparecem aqui, afinal, se só passaram rapidinho que leiam o que, ao menos eu, considero os melhores.

Aliás, não é um ranking e talvez eu até me dê ao luxo de comentar algumas das escolhas.

A Alegoria Um dos primeiros (e únicos) contos que escrevi e que realmente é legal;
Cinemascope Cantiga romântica regada a referências cinematográficas;
sem título Provavelmente meu par de linhas predileto do blog;
A Carta;
sem título;
Oração do Enamorado Cantiga romântica grudenta demais, depois que eu a escrevi ficou martelando na minha cabeça por um mês;
No meu dicionário É bobinha, mas eu gosto da idéia;
sem título;
Meu Ícone Texto sobre meu falecido pai;
Jukebox;
sem título Com direito a comentário positivo de Taísa Szabatura haha;
Ao meu amor, com carinho – Essa é pegadinha do malandro. Não é sobre uma moça. É sobre cinema;
#105 (or Russian Roulette with Fake Bullets) Talvez a primeira realmente legal da “fase em inglês”;
#109 (or Food Chain);
The Balled of Judy and Roland A predileta da fase em inglês. Mistureba de Bob Dylan a Belle & Sebastian;
O Vento O último poema em português é também um dos melhores;
Minha Romã Quiçá meu texto mais apaixonado?
Romances Modernos O último texto postado é também um de meus favoritos.

Então, é isso, até a próxima.

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